Não tinha parado pra ver sobre ele até agora. Nunca fui exatamente fã dele, nunca soube me posicionar quanto aos processos de assédio sexual. Nunca soube o que pensar.
Mas eu li a frase: "Quando criança, teve que viver como adulto. Adulto, quis viver como criança."
A infância de uma pessoa é determinante para o resto de sua vida. Pela infância se sabe se alguém será feliz ou triste, se terá relações saudáveis ou doentias, se será introspectivo, se terá traumas... E no caso do MJ, dá pra entender porque ele foi tão "estranho"...
E então me posicionei. Ele foi uma vítima da fome de sucesso do pai. Foi explorado. E por isso tentou viver de maneira a reverter isso... Gastou quanto dinheiro quis, trabalhou quando quis, se isolou quando quis...
Usou seu corpo e suas plásticas como uma afronta, com o desejo puro e simples de ser aceito...
Que pena que ele não teve infância. Que pena que a mágoa pelo pai o tirou tão cedo do mundo... Que pena para os filhos, que não só perderam o pai, mas que estão na mira de uma família interesseira e de uma imprensa tão insensível.
Que Deus os proteja.
Éssa música resume muito do que possivelmente se passava dentro de Michael... A forma como ele fala cada frase, arrepia!
Will you be there
“No nosso momento mais sombrio
No meu pior desespero
Você ainda vai se importar?
Você estará lá?
Nas minhas provações
E minhas tribulações
Pelas minhas dúvidas
E frustrações
Na minha violência
Na minha turbulência
Pelo meu medo
E minhas confissões
Na minha angústia e minha dor
Pela minha alegria e minha culpa
Na promessa de um
Outro amanhã
Nunca deixarei você partir
Pois você está no meu coração para sempre.”
Nasceu o primeiro dente da Olívia, na arcada inferior. Mas por enquanto é impossível fotografar, ela não para quieta e quando pedimos pra ver o dente, ela põe a língua pra fora. Deboche puro!
Por conta disso ela está enjoadinha... Com dor de barriga, uma febrezinha que vai e vem... Mas está linda, brincando e pedindo colo como sempre.
E eu trabalhando de picadinho, pq a prioridade é cuidar dela.
"Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu caçador de mim!
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim...
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura..."
(Milton Nascimento)
Ontem um trator passou por cima de mim.
Resoluções, buscas e socorros.
Hoje meu corpo está que é só destroços.
Estou usando o trabalho pra me sentir gente de novo.
Estou trabalhando, meu irmão tocando guitarra atrás de mim. Difícil me concentrar.
Tento escrever um e-mail importante e não estava nada fácil.
A campainha toca insistentemente, é minha avó, avisando que meu pai chegou e meu carro tinha que sair da frente da garagem.
Procuro a chave do carro, não encontro em lugar nenhum. Vou ao quarto procurar na bolsa... nada. Cliente chamando no msn. Volto e peço 1 minuto. Acho a chave e desço correndo.
Minha vó, reclama da demora.
- Onde já se viu seu pai esperando 5 minutos dentro do carro pra entrar!
- Desculpa vó, estava no banheiro fazendo o número 2.
- Ô filha, pq não avisou? Desculpa a pressão... que chato.
Meu irmão ouviu o papo e me perguntou, quando voltei:
- Como assim estava no banheiro? - rindo
- Julio, aprendi que me respeitam mais c*gando do que trabalhando.
É a vida.
"Um dia feliz, às vezes é muito raro
Falar é complicado, quero uma canção..."
(Jota Quest)
Há tempos não tinha um dia tão bom, tão tranquilo. Motivo? Eu quis.
Eu quis ficar bem, eu quis ser feliz, embora várias coisas pudessem me chatear... Fiz coisas que me deram prazer, encontrei pessoas que há muito não via, curti minhas filhas.
Resolvi mudar o foco das coisas para as soluções e parar de visualizar os problemas.
Gotta go... hoje meu dia está lotado de compromissos. Mas eu tô feliz!
Semana difícil...
Além da correria habitual, a preparação para a mudança de casa nos apertou.
Fiz 80% da mudança no carro, mais de 15 viagens carregando e descarregando caixas praticamente sozinha com a Bia, com minha mãe e meus queridos (ex)vizinhos me dando uma força no dia da saída dos móveis.
Foi trabalho pesado, minha coluna reclamou horrores. Mas importante é que deu certo!
Nesse intervalo, a Olivia adoeceu, com direito a idas e vindas intermináveis dos médicos, suspeita de bronquite, mudança de remédios inúmeras vezes...
No sábado depois da mudança pesada, fomos deitar. Estávamos sem forças pra nada...
2 da manhã a Bia acordou com uma dor intensa... corremos para o hospital e foi um cisto ovariano que rompeu, causando sangramento.
Depois de uma manhã e tarde de exames, a Bia foi internada, onde continua. Fiquei com ela até bem tarde da noite, vindo embora pra cuidar da Olivia e da Nat um pouco... O pai dela ficou pra passar a noite e minha mãe foi rende-lo as 7 da manhã.
Estamos nos revezando nos cuidados com ela, ontem fiquei até minhas ultimas forças...
Agora vou voltar pra lá, assim que os médicos avaliarem se ela será operada ou não.
Estou sem pique algum pra trabalhar, ou pra tirar a mudança das caixas. Para chegar ao computador, preciso atravessar umas 15 caixas. Nem ligo.
Quero minhas 3 menininhas aqui, debaixo das minhas asas...
Rezem por nós.
"Remember me, Lord"
Eu preciso de seu abraço,
Preciso sentir seu toque,
Preciso de sua compreensão, preciso do teu amor, tanto
Você me diz que você me ama,
Você me diz que você se preocupa,
Mas quando preciso de você,
Você nunca está lá
Pelo telefone,
Chamada de longa distância,
Sempre sinto a forte resistência
Primeiro você diz que está muito ocupado,
Pergunto-me se você sente minha falta.
Nunca lá,
Você nunca está lá,
Você nunca, nunca, nunca está lá.
Um pássaro dourado que voa pra longe,
Uma inconstante chama de vela,
To think I held you yesterday, Em pensar que te abracei ontem
Seu amor era apenas um jogo,
Tenha seu tempo para ficar e me conhecer
Se você me quer,
Porque você simplesmente não pode mostrar-me?
Estamos sempre nesta montanha russa,
Se você me quer,
Por que você não ficar mais perto?
(...)
É mais fácil
Cultuar os mortos que os vivos
Mais fácil viver de sombras que de sóis
É mais fácil mimeografar o passado
Que imprimir o futuro...
Não quero ser triste
Como o poeta que envelhece lendo Maiakóvski
Na loja de conveniência
Não quero ser alegre como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre sob o sol de domingo...
Nem quero ser estanque como quem constrói estradas
E não anda
Quero no escuro como um cego tatear
Estrelas distraídas
Amoras silvestres no passeio público
Amores secretos debaixo dos guarda-chuvas
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar...
Veja o mundo passar como passa
Uma escola de samba
Que atravessa
Pergunto onde estão
Teus tamborins?
Pergunto onde estão
Teus tamborins?
Sentado na porta
De minha casa
A mesma e única casa
A casa onde eu sempre morei

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